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Ponte estava em risco há 19 anos | Ponte estava em risco há 19 anos |
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| Escrito por Rui Gato | |
| Quarta, 24 Maio 2006 | |
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Respondendo à juíza-presidente, Teresa Silva, o investigador- coordenador do LNEC assegurou que a engenharia poderia ter recorrido a «pelo menos» dez fórmulas para calcular se o pilar P4 corria o risco de ruir. Admitiu, contudo, que nem todos os engenheiros de pontes teriam conhecimentos nessa área específica. Soromenho Rocha integrou o grupo responsável pelo segundo relatório pericial sobre as causas do colapso da ponte, juntamente com os professores da Universidade de Coimbra Luís Leal Lemos, Vítor Dias da Silva, Carlos Rebelo e José Antunes do Carmo. Peritos divergiram nas conclusõesNo seu relatório pericial, concluído em 2004, estes cinco especialistas revelaram divergências face às conclusões evidenciadas em idêntico documento, preparado três anos antes, logo após a queda da ponte, por especialistas da Faculdade de Engenharia do Porto. Na avaliação do investigador-coordenador do LNEC e dos quatro catedráticos de Coimbra, o colapso da ponte está associado à extracção de areias na zona, que provocaram uma erosão localizada. Já os peritos do Porto - Raimundo Delgado (especialista em estruturas), Veloso Gomes (Hidráulica e Morfologia) e Silva Cardoso (Geotecnica) - defenderam que o colapso do pilar P4 ficou a dever-se à erosão generalizada no leito do rio, agravada pelas anormais cheias desse ano. A divergência foi mantida hoje perante o colectivo de juízes de Castelo de Paiva reunido no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Castelo de Paiva. «Tenho as maiores dúvidas sobre se foi a erosão localizada que provocou a queda da ponte», disse o perito do Porto Raimundo Delgado. «Se a causa fosse só erosão generalizada, o pilar teria caído para o lado contrário», contrapôs Soromenho Rocha. Num julgamento iniciado a 19 de Abril, o Tribunal de Castelo de Paiva avalia a alegada responsabilidade criminal de seis técnicos na queda da ponte de Entre-os-Rios. Os arguidos neste processo são quatro engenheiros do Serviço de Pontes da ex-Junta Autónoma de Estradas (JAE) e dois da empresa projectista Eteclda, que o Ministério Público (MP) acusa de terem violado, em diferentes graus, as regras técnicas a observar no planeamento de modificação de construção. Sindicância detectou funcionamento anómalo da ex-JAESegundo a acusação, os seis técnicos negligenciaram as suas funções, «não adoptando as condutas necessárias para impedirem a criação de perigo para a segurança e a vida de qualquer pessoa que circulasse na ponte». Neste julgamento, cinco dos seis arguidos quiseram prestaram depoimento, recusando a acusação do MP. Devido a problemas na gravação, um deles teve de repetir o seu depoimento. O tribunal ordenou já a anexação ao processo da sindicância feita à ex-JAE, em 1998, por ordem do então ministro João Cravinho, que detectou um funcionamento anómalo daquela entidade. Set as favorite Bookmark Email This Hits: 577 Comentarios (0)
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