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Castelo de Paiva

Quarta
07 Janeiro
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Investimentos turísticos criam esperança num concelho triste Imprimir
Escrito por Jornal de Notícias   
Segunda, 15 Maio 2006
Ponte Nova
Agarrado aos remos, o senhor Manuel arrasta o "Avante", um velho bote de madeira carcomida pelo tempo, desde a ilha dos Amores, entre o Douro e o Paiva, até ao cais do Castelo. "Venho buscar uma senhora que teve de vir tratar da vida", sorri inocente, por entre a meia dúzia de dentes.
Em Castelo de Paiva, o frenesim das cidades esbarra nas águas agitadas do Douro, sem conseguir trepar as serranias. "Esta carne é boa e tenra por ser enterrada", ironiza o "dono" de um dos restaurantes mais concorridos da região, quando vê a travessa esvaziar-se em segundos. "A carne arouquesa é saudável, porque os animais só comem erva, e a alface é deste campo", aponta para o lavradio em frente, de cara voltada para um vale, que sobe até aos montes de Cinfães. É aí que, dentro de dias, começa a ser construído o primeiro complexo turístico do concelho o aldeamento Quinta D. Amélia. O projecto prevê 21 apartamentos, piscina, campo de ténis, ginásio e um restaurante com salão de festas tradicionais. "Os clientes poderão participar nas desfolhadas, nas vindimas, colher cerejas, integrar-se na vida agrícola", explica Alexandre Décio, presidente da ACICastelo, a Associação Comercial e Industrial que, no último ano, anda a dinamizar a região. "Não será o único empreendimento", diz. "Queremos turistas em Castelo de Paiva. Tirar o concelho da tristeza em que caiu após a queda da ponte". O que até agora não podia ser feito, censura Paulo Teixeira, presidente do autarquia: "Com 30 quartos? Anualmente dez mil pessoas praticam rafting em Castelo de Paiva e Arouca. Se tivessemos condições já estariamos a dinamizar uma série de feiras e eventos. Mas para quê? Onde é que as pessoas vão dormir? A Espinho? A Paredes?"

Até 2007 poderão ficar construídos seis empreendimentos hoteleiros, alguns dos quais em construção. Além da Quinta da Amélia, o Grupo Júdice vai construir, a Sul, a Quinta das Fontainhas, com 100 quartos e vivendas; a Salvador Caetano vai renovar o Hotel S. Pedro, com mais 24 quartos; junto ao Paiva, em Fornos, está a nascer um hotel com adega; nas Minas do Pejão o Grupo Amorim pretende criar um aldeamento de luxo; a Sonae está a trabalhar no projecto de um hotel localizado entre as duas pontes. "Vamos precisar de centenas de trabalhadores", confessa Paulo Teixeira. Alguns começam já a ser formados a partir de Junho, na ACICastelo.
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