Opinião
Carlos Oliveira
Recordando o Sr. Afonso da Gráfica | Recordando o Sr. Afonso da Gráfica |
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| Escrito por Carlos Oliveira | |||||||
| Quinta, 22 Março 2007 | |||||||
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É finita a vida. Vida que é leve e estreita perante o sentimento humano da amizade que a atravessa e da saudade que fermenta. Em silêncio, muitas vezes interrogo-me sobre o mistério da criação, mas a reflexão paira sempre sobre as razões da morte e do caminho que percorremos até ela. ![]() Perante a infinita amizade pelos verdadeiros amigos, o que marca é a pluralidade de afectos que conseguimos atrair durante a existência terrena e aquilo que de bom conseguimos erguer, marcando positivamente a nossa passagem neste mundo Recordo, a propósito, faz agora um ano, o desaparecimento do Sr. Afonso da Gráfica, um amigo que partiu inesperadamente para o além, sem ter tido sequer, a oportunidade de lhe dar um abraço de despedida. E ele bem o merecia. Por tudo o que fez e pelo que representava para mim… essencialmente porque vivíamos o dia a dia, cruzamos as mesmas opiniões, alegrias e preocupações. Não foi meu mestre nesta vida do jornalismo. Quando o conheci, já tinha eu passado pela tarimba, em bons e maus momentos, mas inequivocamente, com ele aprendi a ser alguém, a ter voz própria e a ser solidário e a preservar o sentimento da humildade. Era um homem sério, íntegro, respeitador e, acima de tudo, prestável para quem lhe batesse à porta à procura de ajuda. Lamentavelmente, muitos foram aqueles que, da sua solidariedade se aproveitaram, mas dele se esqueceram nos momentos da doença e da dor. Verti lágrimas de dor e de saudade, ao saber da sua morte, porque era o fim da sua convivialidade entre aqueles que o estimavam, lágrimas de agradecimento ao estímulo que sempre me deu na vivência quotidiana, no gosto incutido pelo jornalismo ou nos convívios que participamos juntos, no país e no estrangeiro. Foram lágrimas de saudade, por uma morte que me marcou e que me fez pensar sobre aquilo que temos feito para valorizar a nossa relação com os outros e o que temos feito em prol do interesse comum, em benefício de todos, principalmente daqueles que mais necessitam. Faz agora um ano que partiu um homem bom, um lousadense que era mais paivense que muitos e eu perdi um amigo que recordo sempre, com saudade… Sim, porque os verdadeiros amigos jamais se esquecem… permanecem na memória, imortalizados… Carlos Oliveira Set as favorite Bookmark Email This Hits: 1499 Comentarios (3)
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Manuel Mendes 1
said:
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São pessoas como esta que a mente nunca apaga e o tempo nunca esquecerá, pois todo o seu trabalho e dedicação ficarão marcados para sempre nas nossas vidas... 1 exemplo de pessoa a seguir.. report abuse
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Tive p prazer de conhecer o Sr. Afonso da Gráfica.... mas com a certeza que não o conheci na sua essência. daquilo que me foi dado a aperceber era um homem dedicado à causa pública, um Homem de fortes convições e um apaixonado pelas letras....estará sempre presente entre nós, mais não seja pelo legado cultural/social/humano que nos deixou.... até sempre...
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è com saudade que recordo a minha passagem por esse jornal. Tinha eu 12 anos quando comecei, compus, paginei, muitas vezes esse jornal, às vezes de madrugada, hoje tenho 56 anos, vivo em Lisboa, mas recordo com uita saudade esse jornal. Ao Sr. Afonsoque descanse em Paz.
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