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Roubados castiçais do Anjo da guarda | Roubados castiçais do Anjo da guarda |
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| Escrito por Correio da Manha | |||||||||||||
| Quarta, 21 Fevereiro 2007 | |||||||||||||
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Ao que o CM apurou, as autoridades policiais suspeitam de que este assalto possa estar relacionado com outros furtos de cobre que têm ocorrido nos últimos tempos na região, em particular na zona de Penafiel. A GNR, inclusivamente, já terá referenciados alguns suspeitos. “Malvadez, tristeza. Neste país já nem os mortos se respeita”, é assim que o presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Paulo Teixeira, classifica este acto que deixa consternadas e chocadas as famílias das vítimas e a população em geral. Horácio Moreira, presidente AFVTE-R, afirma que a população está “revoltada com esta ofensa à moral das vítimas”. “Estamos chocados, porque este é um local de culto, uma referência para todos e em particular para os que nunca recuperaram os corpos dos seus familiares desaparecidos”, afirmou. O choque é ainda maior porque se está a aproximar a data de mais um aniversário da tragédia. Este monumento, construído pelas Estradas de Portugal um ano após a tragédia, é visitado todos os fins-de-semana por milhares de pessoas de todos os lados. ANJO NA ROTA DOS LARÁPIOS DE COBRE NEGÓCIO O caso está a ser investigado pela GNR de Castelo de Paiva. Os furtos de cobre, aço e alumínio têm aumentado nos últimos tempos em todo o País. Normalmente são vendidos em sucatas a preços muito abaixo dos praticados pelo mercado. MONUMENTO O monumento ‘Anjo de Portugal’ foi inaugurado e benzido a 4 de Março de 2003 pelo bispo católico do Porto, D. Armindo Lopes Coelho. Localiza-se na margem esquerda do Douro, junto à ponte, na freguesia de Sardoura. 20 METROS O ‘Anjo de Portugal’ custou 800 mil euros e foi pago pelo Instituto de Estradas. Trata-se de uma escultura com 20 metros que na base tem inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte de Entre-os-Rios. Set as favorite Bookmark Email This Hits: 3278 Comentarios (6)
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Manuel Mendes 1
said:
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é uma situação lamentavel, vergunhosa e lastimável... faz repensar a gestão do espaço, a acima de tudo a consciencia que cada pessoa pode ter sobre o que aconteceu em 04/03/2001, mas acima de tudo a falta de respeito pelos falecidos... a menos de 1 mês do 6º aniversário, sem culpados e agora sem castiçais... haja respeito.. report abuse
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Lementável é, no meu ponto de vista, o gasto desmedido sem qualquer critério que se fez neste monumento. Desculpem-me as restantes famílias das vítimas (nas quais me incluo) mas o anjo é uma aberração de todo o tamanho. As duas pontes a 100m uma da outra é outra aberração ainda maior... 800.000€??? Não sou perito em obras públicas, mas não seria esse dinheiro muito melhor empregue na construção de uma nova ponte no Rio Douro como se vem falando há muito tempo? Não seria essa via uma forma muito melhor de compensar as famílias e por consequência a região afectada pela tragédia? Não existiria outra forma de homenagear os mortos que não um anjo aberrante de 20m de altura??? Quando não se respeitam os vivos, como se hão-de respeitar os mortos? PS: espero que este roubo (condenável a qualquer nível) não seja pretexto para mais uma sessão de choradinho e vitimização por parte da associação da família das vítimas. Já enojou o suficiente ver o responsável pela mesma na sua busca incessante de protagonismo e destaque. report abuse
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sou português e paivense de gema, e com muito orgulho nisso.. se existe alguma coisa que lamento, muito mais que qualquer acto, são as atitudes preconseituosas e infundadas em pensamentos retrogados e inadquados para situações evidentes e claras... Como familiar e como paivense, aplauso a construção do monumento, não foram construidas 2 pontes, mas sim (e para quem teima em não reparar), foi reconstruida a ponte Hintz Ribeiro e construida a ponte que faz parte da nova estrada que ligará a Penafiel e respectivamente ao Castelo e Pedorido... o custo do monumento é o reflexo do acontecimento, o que queriam? umas "alminhas"? (tipico das estradas portuguesas). de "se" e mais "se" não resolve nada. deixemos os "se's" e passemos aos factos e pensemos no futuro. para quem pensa que 800.000€ resolve o problema com a construção deste monumento, está enganado, é apenas um reconhecimento pelos "mártires" que deram a vida, e em troca, Castelo de Paiva recebeu algum, pouco, mas algum desenvolvimento. ou pelo menos ele não foi aproveitado... quanto ao "valor da vida", ponderem o custo de uma morte de um dos vossos familiares, quanto é que gostariam de receber pela morte de um pai, mãe, filho, irmão... ? quanto? 50.000€ por cada um chegará? certamente não pagará o Prozac ou o genérico fluoxtina, xanax ou o genárico alprozolan, buspar, e muitos outros antidepressivos e ancioliticos que muitos de nós tomamos e outros assim continuam a tomar para continuarem a ter uma vida mais alegre e condigna. deixemos de ser "velhos do Restelo" melancólico e "anti-progresso". deixemos de apontar o dedo a tudo e pensaremos no futuro, pois é do futuro que mais esperare-mos e não do passados e dos "se's" que dele fizemos ou poderia-mos ter feito. report abuse
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com todo o respeito que a sua opinião merece (pelo menos, tanto como a minha) se para si, questionar o dinheiro gasto em coisas disparatadas como o anjo é ser retrógado ou preconCeituoso, então eu sou retrógado e preconceituoso. Quem lhe garante, por exemplo, que todas as vítimas ou familiares são cristãos? Será que todos se sentem representados com aquilo? Obviamente que nenhuma vida tem preço, não venha para aqui com demagogias bacocas... assim como o seu pensamento. Na sua óptica o anjo é melhor que as alminhas só porque é mais caro!! Por essa ordem de ideias mais valia nem construir ponte nenhuma e construir lá um santuário! E mais, SIM foram construídas 2 (DUAS) pontes!! Se quer acreditar nessa treta que escreveu o problema é seu! Uma ponte com 3 faxas de rodagem, p.e., chegava (e sobrava) para desempenhar as funções que as duas têm! Mais... a sua argumentação é tão fraca que num parágrafo defende o anjo e no parágrafo seguinte já diz para se desenganarem quem acredita que o anjo isto ou o anjo aquilo. Não me considero nenhum Velho do Restelo. Apenas questiono a validade das construções que lá se fizeram. Muito pior é ter a sua atitude! A de ser mais um no rebanho que vai para onde o grupo se desloca sem critério ou opinião qualquer. Continuo a acreditar e a defender que o dinheiro gasto nas duas pontes e no anjo FOI MAL GASTO! Há zonas do concelho de Castelo de Paiva com necessidades muito urgentes. Se o dinheiro lá gasto serviu para dinamizar o concelho... enfim... só se fôr para o Alto-Concelho, pois nós, o Baixo-Concelho ficamos na mesma!!!! E fomos os principais prejudicados (pelo menos a nível pessoal) com o acidente. Obviamente que as gentes daquela zona também, mas a perda em ambos os casos não é sequer comparável. Pense pela sua cabeça! report abuse
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Ao ver o seu comentário, concordo que exprimi-me de modo mais emotivo que racional, acredito que o meu comentário poderá ter ultrapassado os limites da educação, contudo, sem desrespeita-lo/a, “contra-argumento”: 2 Pontes: entre “construir uma ponte e reconstruir outra ponte” e “fazer 2 pontes”, pode parecer igual, mas não é, uma vez que os contextos são diferentes. Em parte alguma se refere que em Castelo de Paiva forma construídas 2 pontes novas, mas sim que reconstruíram a Hintze Ribeiro e construíram uma outra que ligará ao centro de CPV e, Pedorido, como está quase a acontecer a ligação do centro ao “baixo concelho”; em suma: uma da Nacional 224 a 108; e a outra do famoso IC35 (se não estou em erro); são 2 pontes juntas, pois são, e noutras cidades que temos ainda mais pontes, cada uma tem a sua função e o seu itinerário; posso concordar com o lamentável atraso das ligações, mas não com as 2 pontes. Concordo e lamento que Pedorido, Oliveira do arda, Raiva, Pejão estejam mais “desfavorecidos”, esperemos pela finalização dos traçados que continuam tardios.. Prejudicados: se, durante o período “pós queda”, alguém teve que mudar hábitos, sem sombra de dúvida que foram os familiares e os mais próximos à ponte ruída, tanto pelo contratempo de ver a outra margem da janela de casa e ter de percorrer mais de 50km para estar nessa margem. Como pelas barreiras policiais que aí tivemos que nos impedia de percorrer a nossa vida livremente. Repare que em Pedorido isso não acontecia. Nem aconteceu. Contudo, concordo que faz muita falta uma travessia aí perto, mas ao que me parece vão construí-la perto de Crestuma e não perto de Pedorido. Cristãos: Portugal é maioritariamente cristão, independentemente de ser católico, Castelo de Paiva é um exemplo perfeito disso mesmo. Cada familiar directo dos 59 falecidos foi contactado e concordou com a construção desta obra, apesar de muitos deles não saberem do deu volume, custo, … ao serem colocadas as fotos no monumento, mais uma vez cada familiar foi contactado para isso. Posteriormente foram tapadas e destapadas 2 fotos, por motivos que desconheço. Com isto mostro que os familiares directos concordam com o monumento, e apoiam, até certo ponto, as práticas religiosas que nele e dele resultam. Monumento: Posso não gostar de algo, mas não sinto o direito de dizer que não presta ou que é uma aberração. Posso não ter gostado do seu comentário (ou parte dele), mas não posso dizer que ele, o comentário, não presta. Pode ter sido, e foi, caro, 160mil contos, 800000€ a construção deste monumento, que não apaga nem resolve o assunto, repito, não resolve o assunto, mas, mais uma vez, um acontecimento desta envergadura, o acidente rodoviário mais grave, em termos de vitimas, de sempre na história Portuguesa, existirá preço limite para esse reconhecimento? Julgo algo injusto apontarmos o dedo à obra que o país fez em memorio dos 59 inocentes que, quer queira-mos quer não, foi a morte deles que trouxe o nome Castelo de Paiva à rua e trouxe muitos milhões de contos para Castelo de Paiva. Julgo injusto isso. Se, sem a morte deles, provavelmente não teríamos nada do “pouco” que tivemos. Os milhões que recebemos deve-se à sua morte, agora se não foram bem geridos, é outro assunto. Mais do que um pensamento “sentimental”, julgo isto um facto bem racional. Já visitou o monumento? Mensalmente quantas vezes lá vai? Sendo todas as 59 vitimas cristãs, que eram, impede que o monumento deles não o seja, ou o obrigue a ser? Ex.: Sendo eu Cristão católico praticante, poderei crer uma campa com uma cruz, contudo os meus filhos sendo testemunhas de Jeová ou ateus, não querem isso, será justo respeitarem mais ou princípios deles (ateus, ou do seu testemunho de fé) ou os meus, uma vez que era o meu “tumulo”? é difícil, mas hoje apoio o monumento “cristanizado”, amanhã sendo protestante será justo obrigar a alterar isso? Mais uma vez “se”, “se” e “se”… Posso não ter votado no Eng. Sócrates ou Prof. Cavaco Silva, mas são eles que nos representam, porque a maioria os apoiou e é isso que conta. Cada um segue o seu caminho, posso ir com o rebanho, (que não é o caso), mas sei onde vou, ou pelo menos onde quero ir, e você? É como no anúncio: “ou se vai na corrente ou se fica na margem” Bem haja pela sua participação nesta página, é bom participar-mos, criticar e ser criticado, só assim é que poderá existir algum consenso para o progresso… 1 abraço report abuse
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Em primeiro lugar, obrigado pelo tempo que dispendeu na sua resposta. Não foi, de modo ou circustância alguma, deselegante ou rude no seu comentário nem me senti ofendido, mas apreciei bastante o seu gesto. Este tema é, por tudo o que o "rodeia", substancialmente emocional e não pode ser julgado somente à luz da razão. Como disse, a vida humana não tem preço. Logo não pode ser "paga" com alminhas ou monumentos colossais. Neste ponto estamos de acordo. O que me choca, não é, definitivamente a homenagem (justa) que se fez às vítimas. É a aproveitamento de uma circustância [emocional] para gastar dinheiro sem critério algum. Até concordo com a sua argumentação no que toca à (re)construção das pontes. Pacífico. A minha pergunta é: uma ponte bem pensada e estruturada não faria [mais que] satisfatoriamente o papel das duas existentes? No meu humilde entender, há uma enorme falta de pragmatismo na nossa sociedade. O lema "mais vale remediar que prevenir" continua a ser a bandeira de um povo que insiste em não "acordar para a vida" e ficar agarrado a velhas quimeras. O acidente ocorreu, infelizmente! O que fazer com os fundos disponibilizados? - Aproveitar para desenvolver o concelho criando infraestruturas e fomentando o desenvolvimento/educação. VERSUS - Ai meu Deus, ai meu Deus! E agora? Temos dinheiro?? Então vamos construír um monumento que se veja desde o Peso da Régua até Gondomar! Mais uma vez, se a dor e homenagem aos mortos não pode ser quantificável, tanto vale umas simples alminhas como um monumento megalómano. Ou não? Não é à toa que Castelo de Paiva se encontra no top dos concelhos mais individados do país. E é com exemplos destes que se percebe porquê!! Finalizando, acho que isto é uma luta contra moínhos de vento. Pelo menos a minha... tudo o que fugir às "convenções" politico/religiosas pré-determinadas socialmente é automaticamente censurado e minimizado. No meu ponto de vista [pragmático], podia ter-se [re]construído uma ponte que fizesse a função das duas existentes. Podia ter-se feito uma homenagem aos mortos condigna sem gastar o balúrdio de dinheiro que foi gasto, e podia aproveitar-se o restante dinheiro para investir no concelho. Gostei muito desta salutar discussão. Com os melhores cumprimentos, PEdorido. report abuse
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